A santidade de vida deve anteceder ao culto

por 12:12 0 comentários


“Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra, estrado dos meus pés; que casa edificareis vós? E qual é o lugar do meu repouso? Porque a minha mão fez todas estas coisas, e todas vieram a existir, diz o SENHOR, mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra.” (Isaías 66.1-2)

Em toda cidade brasileira onde existe um grande centro de adoração católico romana, tradicionalmente existe uma festa e uma peregrinação em homenagem a algum tipo de “santo”. As pessoas percorrem longas distâncias a pé, ou mesmo, em alguns casos, de joelhos. Mesmo sem analisar o perigo bíblico da idolatria, se pensarmos de forma bem objetiva, qual é a vantagem, para o “santo” adorado, em um sacrifício desse? E temos também a versão “evangélica” do mesmo evento: qual é o “lucro” de Deus com as campanhas e jejuns que muitos cristãos fazem? Se, por causa da sua aflição, você tem a tendência de querer “fazer” alguma coisa para obter o favor de Deus, então essa devocional é para você.
Deus inicia sua palavra, no primeiro versículo, com a sua identificação. Ele tem o trono no céu e os pés na terra. Ele, com as próprias mãos, criou todas as coisas. O seu poder continua o mesmo, pois ele é o “Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tiago 1.17). Dessa forma, ele tem todo poder para intervir em sua vida, e reverter qualquer situação caótica que pode acontecer em sua experiência. ESSE É O NOSSO DEUS!
O problema é que, com um Deus assim, não há absolutamente nada que possamos oferecer a ele, que não venha dele mesmo! A pergunta dele é significativa: “que casa edificareis vós? E qual é o lugar do meu repouso?”. Só podemos oferecer a ele, aquilo que ele mesmo requer de nós. O jejum, por exemplo, não pode ser apenas uma dieta alimentar, como Deus mesmo pede: “Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante?” (Isaías 58.6-7).
Esse Deus tremendamente poderoso, que habita nos céus, afirma que “o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra”.
Se você está vivendo um período de aflição e abatimento de espírito, por causa das suas crises, se entregue a este Pai poderoso, porque é exatamente isso que ele espera de você: que tenha um santo temor diante de sua Palavra. Ele é excelso em poder e glória, mas atenta para suas aflições e angústias de alma. Ele domina e controla todo o universo, mas é onipresente para estar também com o seu coração nesse período difícil. E a promessa dele é bem explícita: “Como alguém a quem sua mãe consola, assim eu vos consolarei” (v. 13). Ele não solicita nenhum sacrifício físico, porque isso o seu Filho amado fez por nós, na cruz.


Rev. Saulo Pereira de Carvalho

0 comentários :

Postar um comentário