Segunda parte do sermão do Rev. Eurípedes Brito, no culto de comemoração do aniversário de 37 anos da Igreja Presbiteriana União, no dia 14/08/2016.
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Segunda parte do sermão do Rev. Eurípedes Brito, no culto de comemoração do aniversário de 37 anos da Igreja Presbiteriana União, no dia 14/08/2016.
Primeira parte do sermão do Rev. Eurípedes Brito, no culto de comemoração do aniversário de 37 anos da Igreja Presbiteriana União, no dia 14/08/2016.
A Igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número. Atos 9:31
Neste final de semana a Igreja Presbiteriana União está comemorando 37 anos de organização. Motivo de alegria e de imensa gratidão a Deus. Certamente os que estão aqui desde a organização comprovam que a igreja passou por diversos momentos de prosperidade, mas também por momentos de crises e lutas. Na verdade, esses momentos sazonais na vida da igreja são comuns e próprios de toda comunidade, até mesmo da igreja primitiva, descrita no livro de Atos dos Apóstolos. Entretanto, nesse contexto de aniversário, podemos destacar a similaridade de nossa realidade atual com o texto descrito acima: uma igreja em paz!
Quando testificamos que estamos em paz, isso não significa ausência de divergências de opiniões, nem ausência de problemas. O termo "na verdade..." ali naquele versículo tem a função de indicar que, a despeito da grande resistência externa (vs. 23, 29), a igreja estava unida. É assim que temos que ser, fazendo jus ao nosso nome: igreja UNIÃO! Mesmo em nossas divergências, "a paz de Deus, que excede todo entendimento" (Fp. 4:7) deve prevalecer em nossos relacionamentos.
Outra característica que a igreja precisa praticar, é a edificação de si mesma. Enquanto lutava contra as pressões externas, aquela igreja de Atos estava trabalhando sua própria estrutura interna: se edificando. Ao invés de "curtir" o período de paz, ela estava trabalhando! É o que precisamos fazer: aproveitar que estamos em paz para alavancar a edificação de cada membro da igreja, "a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo" (Cl. 1:28). Isso implica em um compromisso de amor e responsabilidade uns pelos outros, uma vez que somos membros do mesmo corpo e temos que cuidar uns dos outros.
Uma terceira característica daquela igreja é que ela estava "caminhando no temor do Senhor". Ela não estava apenas "engordando" ou enchendo de pessoas sem compromisso com o reino de Deus. Ela usufruía de sua edificação e caminhava para frente. Não ficava parada: todos testemunhavam, pregavam, evangelizavam. O ensino (= edificação) era prático e fazia parte da vida das pessoas em todos os momentos. É assim que precisamos viver hoje. Temos que ser uma igreja composta por pessoas que colocam a mão no arado, que têm disposição para o trabalho, que não deixam o peso nas costas de apenas alguns.
Finalmente, aquela era uma igreja que crescia TAMBÉM em número. Observe a frase "no conforto do Espírito Santo". O crescimento veio por causa deste conforto. Todos nós, membros da igreja, somos instrumentos nas mãos de Deus para levar o conforto divino aos corações aflitos (II Co. 1:3-4). Estes, de igual modo, buscam a Deus em gratidão pelo conforto e bênção que Ele transmitiu através de nós, e assim a igreja cresce. Dessa forma, o crescimento da igreja se dá na proporção em que seus membros tem disposição em investir suas vidas no trabalho pessoal no reino de Deus.
Concluo essa palavra com uma exortação a cada um dos membros da IP União: ao comemorarmos mais uma ano de organização desta igreja, temos que considerar o que já passamos. Quando enfrentamos tempos de lutas, de crises e de turbulências, os nossos esforços se concentram na solução dos problemas. Mas, em tempos de paz e alegria, como os que vivemos hoje, nossos esforços têm que se voltar para edificar a Igreja, caminhar e crescer. Isso envolve o compromisso de cada irmão e irmã membros desta igreja. É TEMPO DE TRABALHAR! Aproveitemos o sossego e canalizemos nossas forças para o trabalho, desenvolvendo novos projetos e iniciando novos ministérios.
Rev. Saulo P. de Carvalho
