Sermão pregado pelo Rev. Saulo Carvalho no culto do dia 10/12/2017 na Igreja Presbiteriana União.
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Sermão pregado pelo Rev. Saulo Carvalho no culto do dia 10/12/2017 na Igreja Presbiteriana União.
“Assim
diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra, estrado dos meus pés; que casa
edificareis vós? E qual é o lugar do meu repouso? Porque a minha mão fez todas
estas coisas, e todas vieram a existir, diz o SENHOR, mas o homem para quem
olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra.” (Isaías
66.1-2)
Em toda cidade brasileira onde existe um
grande centro de adoração católico romana, tradicionalmente existe uma festa e
uma peregrinação em homenagem a algum tipo de “santo”. As pessoas percorrem
longas distâncias a pé, ou mesmo, em alguns casos, de joelhos. Mesmo sem analisar
o perigo bíblico da idolatria, se pensarmos de forma bem objetiva, qual é a
vantagem, para o “santo” adorado, em um sacrifício desse? E temos também a versão
“evangélica” do mesmo evento: qual é o “lucro”
de Deus com as campanhas e jejuns que muitos cristãos fazem? Se, por causa da
sua aflição, você tem a tendência de querer “fazer” alguma coisa para obter o favor de Deus, então essa
devocional é para você.
Deus inicia sua palavra, no primeiro versículo,
com a sua identificação. Ele tem o trono no céu e os pés na terra. Ele, com as
próprias mãos, criou todas as coisas. O seu poder continua o mesmo, pois ele é o
“Pai
das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança”
(Tiago 1.17). Dessa forma, ele tem todo poder para intervir em sua vida, e
reverter qualquer situação caótica que pode acontecer em sua experiência. ESSE É O NOSSO DEUS!
O problema é que, com um Deus assim, não
há absolutamente nada que possamos oferecer a ele, que não venha dele mesmo! A
pergunta dele é significativa: “que casa
edificareis vós? E qual é o lugar do meu repouso?”. Só podemos oferecer a
ele, aquilo que ele mesmo requer de nós. O jejum, por exemplo, não pode ser
apenas uma dieta alimentar, como Deus mesmo pede: “Porventura, não é este o jejum
que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da
servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? Porventura, não é
também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres
desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante?”
(Isaías 58.6-7).
Esse Deus tremendamente poderoso, que
habita nos céus, afirma que “o homem para
quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha
palavra”.
Se você está vivendo um período de aflição e abatimento de espírito, por causa
das suas crises, se entregue a este Pai
poderoso, porque é exatamente isso que ele espera de você: que tenha um
santo temor diante de sua Palavra. Ele é
excelso em poder e glória, mas atenta para suas aflições e angústias de alma.
Ele domina e controla todo o universo, mas é onipresente para estar também com
o seu coração nesse período difícil. E a promessa dele é bem explícita: “Como alguém a quem sua mãe consola, assim
eu vos consolarei” (v. 13). Ele não solicita
nenhum sacrifício físico, porque isso o seu Filho amado fez por nós, na cruz.
“Eu
sei, ó Senhor, que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que
caminha o dirigir os seus passos.” (Jeremias 10.23).
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oje
em dia somos levados a tomar decisões importantes para nossa vida, muitas vezes
sem ter estrutura para isso. É o caso dos adolescentes, que chegam muito cedo
às portas da faculdade, tendo que decidir sobre a profissão que seguirão por
toda sua vida, sem ter, ainda, a maturidade para fazê-lo. Ou um casal em crise,
que pensa em optar pelo divórcio, sem ter noção de como será o futuro de toda a
família. Ou ainda alguém que, na meia-idade, perde o emprego e se vê obrigado a
enfrentar um mercado de trabalho composto de profissionais mais jovens. Tudo
isso pode gerar aflição e ansiedade, e nos leva a olhar para nossa devocional
de hoje com expectativa.
Em situações assim, temos que reafirmar
ao nosso coração o que o profeta Jeremias estava falando ao povo de Deus: “não cabe ao homem determinar o seu caminho,
nem ao que caminha o dirigir os seus passos”. Se tivermos essa convicção em
todos os momentos de nossa vida, teremos maior facilidade para tomar as decisões
importantes nos momentos cruciais. Tal convicção, entretanto, só pode ser adquirida
quando nos submetemos ao senhorio do Altíssimo, sabendo que Ele é quem controla
nosso destino. Isso não apenas simplificará nossos processos de decisão, mas também
nos trará um sossego maior nas decisões que o Senhor nos orienta a tomar.
E, se você ainda pensa que você mesmo
determina seu caminho, e dirige os seus passos, comece a mudar sua mente e a confiar
mais no seu Senhor. Lembre-se dos textos bíblicos que nos ensinam sobre o estabelecimento
de prioridades em nossa vida: “Entrega o
teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará” (Salmo 37.5) e “Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos?
Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram
todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas;
buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas
coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.31-33).
Em seus projetos de vida, busque a presença
de Deus para tomar as decisões que nortearão seu futuro. Nossa visão é curta,
mas nosso Senhor sabe todas as coisas, e certamente abrirá as portas certas na
hora certa. Lembre-se que “não é dos ligeiros
o prêmio, nem dos valentes, a vitória, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda
dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes, o favor...” (Eclesiastes
9.11).
Se você está passando por angústia de alma,
por causa da insegurança quanto ao futuro, ou por ter tomado uma decisão errada,
volte-se para o Altíssimo com o coração aberto a mudanças. Mesmo os caminhos que
já foram traçados poderão ser corrigidos e redirecionados. O seu futuro é de interesse
de seu Deus, e ele certamente tem coisas boas para conceder, razão pela qual
você pode, hoje, se entregar confiantemente a ele.
“Eis
que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o
seu ouvido, para não poder ouvir.” (Isaías 59:1).
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lgumas pessoas conduzem
o relacionamento com Deus da mesma forma que administram o limite do cheque especial,
em suas contas bancárias: algo para ser acionado apenas em momentos de aperto e
dificuldades. E, ainda assim, buscam a face do Altíssimo só quando já tentaram
de tudo, e não conseguiram resolver os problemas. Tais pessoas não cultivam
intimidade com o Senhor, e não raras vezes têm a impressão que ele não ouve
suas orações. Se, em suas aflições, você tem esse mesmo sentimento, aprenda com
o texto de nossa devocional de hoje como lidar com ele.
O
profeta Isaías está trazendo uma preciosa informação: que Deus está com as mãos estendida para salvar, e com os ouvidos
abertos para ouvir nosso clamor por socorro. Isso é muito importante
porque, em alguns momentos de nossa vida, isso é tudo que precisamos. Na
verdade, temos até que lutar contra nosso próprio coração, uma vez que nos
momentos de tribulação temos dificuldade em perceber esse socorro do Senhor.
Entretanto,
é preciso estudar o capítulo todo, porque ali o profeta explica que essa impressão,
de que Deus não está ouvindo nossa oração, pode ser algo real. Há situações em
que, de fato, o Senhor não pode nos ouvir. Isso se dá quando vivemos em pecado.
“Mas as vossas iniquidades fazem separação
entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para
que vos não ouça” (v. 2). No restante do texto, o profeta nomeia alguns dos
pecados que o povo estava cometendo, evidenciando que viviam uma vida completamente
à parte de Deus. O resultado de viver em pecado é descrito nos versos 9 e 10: “Por isso, está longe de nós o juízo, e a
justiça não nos alcança; esperamos pela luz, e eis que há só trevas; pelo
resplendor, mas andamos na escuridão. Apalpamos as paredes como cegos, sim,
como os que não têm olhos, andamos apalpando; tropeçamos ao meio-dia como nas
trevas e entre os robustos somos como mortos”.
Se,
até aqui, essa reflexão está trazendo peso sobre seu coração, em virtude de
você estar vivendo em algum pecado (e agora sabe que Deus não poderá te abençoar
por causa disso), então gostaria de trazer um lampejo de esperança para sua
alma: a mensagem do profeta, é que a
intenção do Altíssimo é a sua conversão, que você abandone a velha vida
pecaminosa e passe a viver uma nova vida (“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas
antigas já passaram; eis que se fizeram novas” – 2 Coríntios 5.17). Nessa
nova vida, o Redentor tira o pecado, que faz separação entre você e o seu Deus,
e assim a mão dele estará novamente acessível para abençoar, e os ouvidos dele
para ouvir seu clamor. E se você não sabe como viver uma nova vida, comece pela
entrega total de sua vida a ele: “Entrega
o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará” (Salmo 37.5).
Ao
passar pelos desertos de sua vida, aproveite para ter um encontro com seu
Senhor, e desenvolver intimidade com ele.
“Virá o Redentor a Sião e aos de
Jacó que se converterem, diz o SENHOR” (v. 20).
Rev.
Saulo Pereira de Carvalho
“Sobre os teus
muros, ó Jerusalém, pus guardas, que todo o dia e toda a noite jamais se
calarão; vós, os que fareis lembrado o SENHOR, não descanseis, nem deis a ele
descanso até que restabeleça Jerusalém e a ponha por objeto de louvor na terra.”
(Isaías 62.6-7).
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A
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tendência de nosso coração, nos momentos de
aflição, é concentrar toda a atenção em nossas tribulações. Nesse contexto, não
conseguimos ampliar o olhar, a fim de considerar a vida de nossos amigos e
familiares, que também podem estar passando por momentos difíceis, e até mesmo
precisando de nosso apoio. Esse “egoísmo”, que nos leva a pensar só em nós,
também se aplica em nosso relacionamento com Deus. Nossas orações tornam-se
centradas em nós e em nossa tribulação, e deixamos de ser abençoados pela forma
correta de orar. Se você percebe que isso está se passando em sua vida, aprenda
do texto acima como mudar essa realidade.
A mensagem central do texto, é que Deus
não descansará enquanto não cumprir seus propósitos para seu povo. Ele nos pede
para não lhe dar descanso, e com isso nos requer uma vida de oração. Aqui temos
a descrição da intensidade da oração, com os termos “todo o dia e toda a noite jamais se calarão” os guardas sobre os
muros. Também mostra a intensidade da oração, a ideia de que “não descanseis, nem deis a ele descanso”.
Momentos de aflição é tempo
de oração intensa.
O texto não traz só a intensidade, mas também
o conteúdo da nossa oração. Esse conteúdo é expresso na frase “vós, os que fareis lembrado o SENHOR”.
Em seus momentos de aflição, esse deve ser o conteúdo de sua oração. Mas essa
descrição não quer dizer que Deus “esqueceu” de você. Ele é onisciente, e não
pode esquecer-se de nada. Essa descrição serve para nos orientar sobre o
conteúdo de nossa oração, porque o “lembrar o Senhor” é falar sobre o que ele
mesmo já disse em sua Palavra, acerca do seu cuidado para conosco, que somos
suas ovelhas. O benefício maior desse conteúdo da oração não é para o Senhor,
mas para nós mesmos, quando relembramos as promessas dele a nosso favor. Se
durante seu período de crise você trazer ao seu coração, “dia e noite”, as promessas
de Deus, pode ter certeza que a aflição cederá lugar à fé.
E não é só isso! O texto fala da intensidade
da oração, do conteúdo da oração, mas também do objetivo da oração. Veja que a oração não era egocêntrica, a
fim de que o Senhor abençoasse a vida deles naquele momento. A oração intensa
era “até que restabeleça Jerusalém e a ponha por objeto de louvor na terra”. Ao
invés de pedir bênçãos materiais para eles, ou mesmo uma intervenção imediata
no contexto deles, a oração do profeta era que Deus cumprisse seus propósitos
na vida de seu povo, aqui expressado na cidade de Jerusalém. Em suas
orações, lembre-se de pedir que o Senhor cumpra com os propósitos dele em sua
vida. A vontade dele é melhor que a sua. Ao abençoar Deus o seu povo, certamente
sua vida também será alcançada, uma vez que somos todos membros de um mesmo
Corpo. “Por amor de Sião, me não calarei
e, por amor de Jerusalém, não me aquietarei...” (v. 1).
Que o Altíssimo apascente seu coração e ouça
seus clamores a cada dia.
Rev.
Saulo Pereira de Carvalho
“Bendito
seja o Senhor, rocha minha, que me adestra as mãos para a batalha e os dedos,
para a guerra; minha misericórdia e fortaleza minha, meu alto refúgio e meu
libertador, meu escudo, aquele em quem confio e quem me submete o meu povo.”
(Salmo 144.1-2)
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ecentemente,
chegamos ao final de mais um ano e iniciamos um novo período em nossas vidas. E
essa meditação teria, necessariamente, que ser um brado efusivo de adoração e
gratidão ao nosso maravilhoso Senhor. Um hino de gratidão por tudo que Ele fez
por nós, e intercessão por mais essa etapa.
Primeiramente, a gratidão e o louvor: “Bendito seja o Senhor, rocha minha, que me
adestra as mãos para a batalha e os dedos, para a guerra; minha misericórdia e fortaleza
minha, meu alto refúgio e meu libertador, meu escudo, aquele em quem confio e
quem me submete o meu povo” (v.1-2). Agora que terminamos o ano de 2016, olhe para trás e perceba que você superou esse
período, não importam as crises que tenha enfrentado. Foi Deus quem te sustentou, quem adestrou suas mãos para as lutas da
vida, quem teve misericórdia e foi sua fortaleza. Em alguns momentos, eu
sei que você, na sua aflição, nem percebeu que Deus estava ao seu lado; mas
agora, analisando a situação, você pode constatar que aqueles problemas talvez
nem existam mais, pois o Senhor o solucionou por você e através de você. Por
isso, nessa época de transição de ano, faça da ação de graças e louvor sua
oração ao Senhor: “A ti, ó Deus, entoarei
novo cântico; no saltério de dez cordas, te cantarei louvores” (v. 9).
Além disso, anime o seu coração ao olhar
para o futuro. Se você passou por um ano “andando e chorando”, mas chegou até aqui
com o coração apascentado pelo Senhor, continue fazendo isso neste ano que se
inicia hoje, e assim sucessivamente até o final de sua vida. Mas lembre-se: viva um dia de cada vez,
como Jesus nos ensinou no modelo de oração – “o pão nosso de cada dia dá-nos
hoje” (Mateus 6.11) – e procure viver, sem ansiedade, este dia na presença
do Senhor, que cuida de você. O passado não existe mais e o futuro ainda não
chegou. Louve o Senhor neste dia, e não
perca o sono ou o sossego de alma por causa das preocupações.
Encerro essa devocional desafiando você
a unir-se, comigo, ao salmista em oração pela nossa casa: “Que nossos filhos sejam, na sua
mocidade, como plantas viçosas, e nossas filhas, como pedras angulares,
lavradas como colunas de palácio; que transbordem os nossos celeiros, atulhados
de toda sorte de provisões; que os nossos rebanhos produzam a milhares e a dezenas
de milhares, em nossos campos; que as nossas vacas andem pejadas, não lhes haja
rotura, nem mau sucesso. Não haja gritos de lamento em nossas praças. Bem-aventurado
o povo a quem assim sucede! Sim, bem-aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor!”
(v. 12-15).
Rev.
Saulo Pereira de Carvalho
“Bendito o homem que confia no
SENHOR e cuja esperança é o SENHOR. Porque ele é como a árvore plantada junto
às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor,
mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa
de dar fruto.” (Jeremias 17.7-8)
Um sentimento de alegria e gratidão a Deus
sempre invade nosso coração, quando podemos ser instrumentos nas mãos dele,
para abençoar outra pessoa. Uma ajuda financeira, uma cesta de alimento, uma
palavra amiga, uma oração que traz refrigério, ou até mesmo a oportunidade de
“chorar com os que choram”, seja a ação que for, é motivo de alegria, para a pessoa
abençoada e também para nós, os instrumentos usados por Deus. Mas, quando estamos
passando pelo nosso vale profundo, além de nossa aflição, ainda vem o peso de
não podermos ajudar ninguém. Se seu coração tem esse sentimento, medite comigo
no texto de hoje.
O próprio Deus é quem está se dirigindo ao
seu povo. E ele traz, aqui, uma bênção específica para aquele que confia nele,
e o tem como única esperança. Para ilustrar como será a vida dessa pessoa, ele
usa uma figura bem diferente daquela contida no verso 6, que fala de arbusto
solitário no deserto. Agora, este homem é “como a árvore plantada junto às
águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o
calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem
deixa de dar fruto”. Vejamos algumas lições apontadas com essa ilustração.
Primeiro,
o homem que teme ao Senhor é como árvore plantada junto às águas, que estende
suas raízes para o ribeiro. Esse homem tem, sempre, as forças necessárias para
crescer de forma saudável e para prosperar. Ele não estará
isento de passar por momentos difíceis. Na verdade, o texto fala que aquela
árvore da ilustração, enfrentará o calor e até mesmo o “ano de sequidão”,
referindo-se às crises mais severas que podem acometer uma árvore. Igualmente,
na vida do homem que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor, virão épocas
extremamente difíceis. Mas, assim como aquela árvore plantada junto a correntes
de águas, ele não receia, nem se perturba, e o mais importante: ele não deixa
de dar fruto. O segredo é o fato das raízes estarem estendidas até as águas do
ribeiro.
A
segunda lição que tiramos dessa ilustração, é que o homem que confia no Senhor
é sempre alguém abençoador. Numa árvore como aquela as
pessoas encontram sombra, descanso e alimentação (com seus frutos). Assim
também, o homem que confia no Senhor é um refrigério para seus familiares e
amigos. O arbusto no deserto é solitário. A árvore junto às águas jamais estará
sozinha.
Se hoje, você se sente mais triste ainda
porque, em virtude de sua angústia de alma, está impossibilitado de ser bênção
na vida de sua família e amigos, se entregue ao Senhor, para que Ele reverta
essa situação. A solução é mudar de
vida: deixar de ser alguém que confia no braço humano, e passar a ser alguém
que confia no Senhor. Para continuar usando a ilustração, tenho certeza que
o Senhor transplantará o “arbusto solitário no deserto” (que é sua vida) e o
levará para junto das águas, virando uma frondosa árvore cheia de seiva e de
verdor.
Rev.
Saulo Pereira de Carvalho
“Eu
te conheci no deserto, em terra muito seca. Quando tinham pasto, eles se
fartaram, e, uma vez fartos, ensoberbeceu-se-lhes o coração; por isso, se
esqueceram de mim. A tua ruína, ó Israel, vem de ti, e só de mim, o teu socorro.”
(Oséias 13.5-6, 9).
Certa vez conversei com um irmão, que
estava fervorosamente orando pelo favor de Deus em sua vida financeira. Toda a
igreja se juntou a ele nesse propósito, e o Senhor, de fato, ouviu aquelas orações
e deu prosperidade para aquele homem. Depois de um tempo, voltei a encontrá-lo
e perguntei-lhe sobre como estava a igreja. Ele respondeu que não tinha notícias,
porque, como a empresa dele cresceu, ele não mais tinha tempo para dedicar à
igreja. Naquela ocasião, mostrei a ele que teríamos que orar para que Deus o
abençoasse, retirando dele todos os seus bens. É óbvio que ele não gostou dessa
palavra, mas se você tem percebido em sua vida essa mesma atitude, então estude
este texto com atenção, a fim de tomar uma decisão enquanto é tempo.
A palavra do Altíssimo, nesse texto, é
muito clara e objetiva. Ele reclama da
ingratidão e inconstância de seu povo, e mostra que ninguém podia reclamar
dele, uma vez que a culpa de todas aquelas aflições era exatamente o
comportamento de seus filhos. Hoje, quero que você coloque diante de seu
Deus, tanto suas aflições quanto as suas vitórias, a fim de conservá-las.
Deus afirma que conheceu o seu povo no
deserto, em terra muito seca. Isso é uma forma poética, para mostrar que tudo
que temos vem dele, e de mais ninguém. Davi reconheceu isso em sua oração de
consagração das ofertas que o povo trouxe a Deus: “Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há
força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força.[...] Porque quem
sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas
coisas? Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos” (I Crônicas 29:12,14).
O
grande problema que o Senhor levanta, é que, quando seu povo estava farto, se
esqueceram que tudo havia vindo Dele, e “ensoberbeceu-se-lhes
o coração”. Parece que algumas pessoas não tem
estrutura psicológica e espiritual para ter prosperidade financeira. São como o
irmão que citei na ilustração acima. Quando tem pouco são crentes fervorosos e
atuantes na igreja, mas quando Deus abre as portas do céu e derrama sobre eles
as bênçãos, ficam tão obcecados em adquirir mais e mais, que esfriam na fé,
deixam de lado o ministério no Corpo de Cristo, vão se ocupando com o trabalho
e com a vida social, e de repente estão fora da igreja. Nesse contexto, a
bênção de Deus se tornou em maldição, e a ruína se tornará em uma grande
bênção. É por isso que a conclusão é óbvia: “A
tua ruína, ó Israel, vem de ti, e só de mim, o teu socorro”.
Se
sua aflição vem da escassez financeira, olhe para seu Senhor, que tem todo
poder para te dar fartura. Se você já foi contemplado com prosperidade nessa
área, não permita que essa bênção te afaste do serviço a Deus.
Se isso está acontecendo, reveja suas prioridades, e volte ao seu ministério
com a mesma dedicação de quando você não tinha nada.
“Mas
isto lhes ordenei, dizendo: Dai ouvidos à minha voz, e eu serei o vosso Deus, e
vós sereis o meu povo; andai em todo o caminho que eu vos ordeno, para que vos
vá bem.” (Jeremias 7.23)
A expressão “primeiro amor” é usada, em nossa cultura, para demonstrar o período
do relacionamento onde as partes têm maior intensidade nos sentimentos e um
maior comprometimento com a pessoa amada. Com o passar do tempo, se não houver
zelo, aquele “primeiro amor” pode ir perdendo o encanto, e o relacionamento pode
tornar-se muito rotineiro e insosso. Na vida espiritual, isso se dá quando
deixamos de ter o fervor que tínhamos no momento de nossa conversão e de nosso
compromisso com nosso Senhor. Deus já fez uma reclamação bem específica ao seu
povo sobre esse assunto: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro
amor” (Ap. 2:4). Se sua fé está secularizada, e em sua aflição você já não ouve
mais a resposta de Deus às suas súplicas, é hora de tomar algumas decisões importantes.
Deus reclamou, através de Jeremias, porque
seu povo estava oferecendo os sacrifícios, característicos do Velho Testamento,
mas o coração do povo não estava obedecendo à sua voz. Ele não estava anulando o
sistema sacrificial que havia dado ao seu povo, mas lembrando-o de que os
sacrifícios não significariam nada, caso o coração fosse infiel a Deus. Colocar o ritual exterior no lugar da
devoção interior faria com que os sacrifícios perdessem seu sentido, e privaria
o coração das bênçãos de Deus. Esse princípio permanece hoje, e é um alerta
para nós.
No Novo Testamento, o sistema de sacrifício
mudou, uma vez que o “Cordeiro de Deus” já ofereceu um sacrifício perfeito, que
não precisa ser repetido. Agora, há uma nova exigência de Deus quanto ao assunto:
“Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que
é o fruto de lábios que confessam o seu nome” (Hb. 13:15). Mas o princípio
expresso no parágrafo anterior continua prevalecendo. Os exercícios espirituais (leitura da Palavra, oração, frequência à
igreja, adoração, etc...) não fazem o menor sentido, vindo de um coração longe
de Deus. É por isso que algumas pessoas, em seus momentos de crise, oferecem
esses exercícios espirituais e não são aceitas, porque esquecem que “sacrifícios
agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não
o desprezarás, ó Deus” (Sl. 51:17). Novamente,
relembramos que aqueles exercícios espirituais são necessários e determinantes
para nossa intimidade com Deus, mas não tem valor se o coração anda longe do
Senhor.
Em suas aflições, aproveite esse
relacionamento de Deus com seu povo, onde nós assumimos o compromisso de
obedecer à sua voz, e ele assume o compromisso de ser nosso Deus abençoador: “andai
em todo o caminho que eu vos ordeno, para que vos vá bem”.
Rev.
Saulo Carvalho
“O SENHOR te guiará continuamente,
fartará a tua alma até em lugares áridos e fortificará os teus ossos; serás
como um jardim regado e como um manancial cujas águas jamais faltam” (Isaías
58:11)
Quando
passamos por aflição e enfrentamos crises agudas, alguns textos bíblicos parecem
tão distantes de nossa realidade, que até evitamos meditar neles. Às vezes, estamos
tão cansados e exaustos, que perdemos a esperança de dias melhores, e esse tipo
de texto nos deixa ainda mais deprimido. O texto de hoje é um desses, onde Deus
fala de nossa vida de uma forma tão positiva, que temos dificuldade em crer em
suas palavras. Mas esse sentimento é enganoso, pois a situação é exatamente o
oposto: ele promete e cumprirá sua palavra em nossa vida. Isso tem que ser
reafirmado em nossos momentos de angústia, para nos dar esperança de dias
melhores, porque é Deus quem nos garante isso. Por isso, analise comigo o texto
de hoje, mesmo que seu coração esteja desalentado.
Primeiramente, ele assegura que nos
guiará continuamente. Isso expressa a totalidade de nossas
experiências, tanto as alegres quanto as difíceis. O tempo todo ele estará nos
guiando, mesmo que não consigamos vê-lo em nossas tribulações. Além disso, ele afirma que fartará a nossa alma, até em
lugares áridos. Talvez você possa questionar em seu coração que, se ele
está nos guiando, e passamos por lugares áridos, então ele é quem nos conduz
para os lugares áridos, ao invés de nos conduzir para pastos verdejantes. Será
que é, de fato, assim? Depende. Você pode estar passando por lugares áridos,
por estar fugindo da direção de Deus. Ainda assim, ele estará cuidando de sua
vida, e tomando providências para que você volte para o caminho dele. Mas não podemos
deixar de considerar o confortante salmo 23, onde mostra o Senhor como nosso
pastor, que nos conduz e não deixa que nada nos falte. Mesmo assim, o salmo
fala de “vale da sombra da morte” e de “adversários”. Lembre-se, que para nos
levar para uma montanha mais alta, nosso bom pastor tem que nos conduzir pelo
vale profundo que há entre as montanhas. Mas ainda assim, ele continua conosco:
“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque
tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam” (Salmo 23.4).
No final, Deus garante que sua vida
será bem diferente do que é hoje: “serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas jamais
faltam”. Sei que pode parecer difícil, em sua aflição, visualizar sua vida
com essa ilustração, mas coloque sua confiança na palavra de seu Senhor. Ele é
quem está afirmando isso, e não podemos duvidar de seu poder em cumprir sua
palavra. Reafirme isso continuamente. Na tela de meu computador tenho a charge
de um pastor, de terno e gravata, pendurado por uma corda quase arrebentando,
com apenas um fiozinho por se romper; ele está se segurando na corda com uma
mão, e com a outra está tampando os olhos e dizendo: “Não quero nem ver como
Deus vai me livrar dessa!”. Eu mantenho esse desenho à minha frente, a fim de me
relembrar dos momentos em que passei por aflição, e Deus me livrou de forma
miraculosa. Assim como ele me socorreu, ele também te acudirá.
Rev.
Saulo Carvalho
“Antes
que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre,
te consagrei, e te constituí profeta às nações” (Jeremias 1.5)
Iniciamos, agora,
nossas meditações no livro do Profeta Jeremias. Este homem recebeu de Deus uma
missão quase impossível, de tentar levar seu povo a observar a lei divina, numa
época de catástrofe nacional e espiritual. Por causa dessa missão, ele foi rejeitado,
odiado e perseguido pelo povo a quem ministrava as bênçãos de Deus. Mas a Palavra
de Deus a ele tem um significado muito especial, a quem está passando por momentos
de aflição e angústia de alma. Mesmo que seu chamado seja para outro ministério,
observe bem o que Deus fala nesse texto.
Na primeira parte do versículo, Deus
afirma que conheceu o profeta “antes que eu te formasse no ventre materno”.
Isso também se aplica a nós, e precisamos reafirmar esse fato ao nosso
coração aflito. O Senhor que nos acode não é algum desconhecido, que
precisa de tempo para nos entender. Pelo contrário, foi Ele quem nos formou no ventre materno, e nos conhece antes
mesmo de nascermos, como afirma, maravilhado, o rei Davi: “Pois tu
formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou,
visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são
admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; os meus ossos não te foram encobertos,
quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os
teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos
todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles
havia ainda” (Salmo 139.13-16). Quando a aflição bater à porta, não permita que seu coração entre em
pânico, mas submeta-se a este Deus, que te conhece desde a eternidade. Ele
conhece perfeitamente a sua estrutura, e sabe que você é pó (Salmo
103.14).
Na segunda parte do versículo, Deus afirma
que há um propósito na vida de cada um de nós. No caso específico de Jeremias,
ele nasceu para ser profeta num contexto muito difícil. No seu caso, é preciso
que você tenha convicção do seu lugar no Corpo de Cristo, porque Deus te criou com o objetivo de ser útil
nas mãos Dele. Um comentarista bíblico disse, certa vez: “Aquilo que somos
é um presente de Deus para nós, e o que fazemos com isso é nosso presente para
Deus”. Será que sua aflição contínua não se dá em virtude de você estar fugindo
da presença de Deus? Lembre-se do exemplo de Jonas, que passou por grandes
tribulações, porque estava fugindo do chamado de Deus. Se esse é o seu caso,
faça a oração daquele profeta: “Na minha angústia, clamei ao SENHOR, e ele
me respondeu; do ventre do abismo, gritei, e tu me ouviste a voz” (Jonas
2.2).
Sou diretor de um
Seminário, e não raras vezes recebemos alunos que passaram por aflições, que
não cessaram, enquanto não atenderam ao chamado de Deus. Ore para que seu pastor seja instrumento nas mãos de Deus, para
orientá-lo sobre o ministério para o qual você foi salvo.
Rev. Saulo Carvalho
A Igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número. Atos 9:31
Neste final de semana a Igreja Presbiteriana União está comemorando 37 anos de organização. Motivo de alegria e de imensa gratidão a Deus. Certamente os que estão aqui desde a organização comprovam que a igreja passou por diversos momentos de prosperidade, mas também por momentos de crises e lutas. Na verdade, esses momentos sazonais na vida da igreja são comuns e próprios de toda comunidade, até mesmo da igreja primitiva, descrita no livro de Atos dos Apóstolos. Entretanto, nesse contexto de aniversário, podemos destacar a similaridade de nossa realidade atual com o texto descrito acima: uma igreja em paz!
Quando testificamos que estamos em paz, isso não significa ausência de divergências de opiniões, nem ausência de problemas. O termo "na verdade..." ali naquele versículo tem a função de indicar que, a despeito da grande resistência externa (vs. 23, 29), a igreja estava unida. É assim que temos que ser, fazendo jus ao nosso nome: igreja UNIÃO! Mesmo em nossas divergências, "a paz de Deus, que excede todo entendimento" (Fp. 4:7) deve prevalecer em nossos relacionamentos.
Outra característica que a igreja precisa praticar, é a edificação de si mesma. Enquanto lutava contra as pressões externas, aquela igreja de Atos estava trabalhando sua própria estrutura interna: se edificando. Ao invés de "curtir" o período de paz, ela estava trabalhando! É o que precisamos fazer: aproveitar que estamos em paz para alavancar a edificação de cada membro da igreja, "a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo" (Cl. 1:28). Isso implica em um compromisso de amor e responsabilidade uns pelos outros, uma vez que somos membros do mesmo corpo e temos que cuidar uns dos outros.
Uma terceira característica daquela igreja é que ela estava "caminhando no temor do Senhor". Ela não estava apenas "engordando" ou enchendo de pessoas sem compromisso com o reino de Deus. Ela usufruía de sua edificação e caminhava para frente. Não ficava parada: todos testemunhavam, pregavam, evangelizavam. O ensino (= edificação) era prático e fazia parte da vida das pessoas em todos os momentos. É assim que precisamos viver hoje. Temos que ser uma igreja composta por pessoas que colocam a mão no arado, que têm disposição para o trabalho, que não deixam o peso nas costas de apenas alguns.
Finalmente, aquela era uma igreja que crescia TAMBÉM em número. Observe a frase "no conforto do Espírito Santo". O crescimento veio por causa deste conforto. Todos nós, membros da igreja, somos instrumentos nas mãos de Deus para levar o conforto divino aos corações aflitos (II Co. 1:3-4). Estes, de igual modo, buscam a Deus em gratidão pelo conforto e bênção que Ele transmitiu através de nós, e assim a igreja cresce. Dessa forma, o crescimento da igreja se dá na proporção em que seus membros tem disposição em investir suas vidas no trabalho pessoal no reino de Deus.
Concluo essa palavra com uma exortação a cada um dos membros da IP União: ao comemorarmos mais uma ano de organização desta igreja, temos que considerar o que já passamos. Quando enfrentamos tempos de lutas, de crises e de turbulências, os nossos esforços se concentram na solução dos problemas. Mas, em tempos de paz e alegria, como os que vivemos hoje, nossos esforços têm que se voltar para edificar a Igreja, caminhar e crescer. Isso envolve o compromisso de cada irmão e irmã membros desta igreja. É TEMPO DE TRABALHAR! Aproveitemos o sossego e canalizemos nossas forças para o trabalho, desenvolvendo novos projetos e iniciando novos ministérios.
Rev. Saulo P. de Carvalho
"Laços de morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim; caí em tribulação e tristeza" (Salmo 116.3)
Qualquer pessoa está sujeita a passar por tribulações e angústias. Seja pobre ou rico, mulher ou homem, criança ou adulto, ninguém está isento dessas situações de desespero. A diferença não está em QUEM passa pela tribulação, mas em COMO se passa por ela. O autor do Salmo 116 fez a confissão acima, reconhecendo que ele passou por momentos dificílimos, e deixou para você os passos para sair da tribulação.
Primeiro passo: declare seu amor pelo Senhor, reconhecendo que ele ouve suas orações (v. 1). Isso é primordial porque tira o foco dos problemas e o coloca no lugar certo, que é o nosso amado Senhor. Além disso, ao relembrar que ele ouve suas orações você terá maior estímulo a orar de forma incessante, e isso será instrumento pedagógico nas mãos dele para abençoar sua vida.
Segundo passo: invoque o nome do Senhor, de forma específica, nas horas difíceis (v. 4,8). Não é fazer uma "oração genérica", mas falar o que de fato traz terror ao seu coração, e inquietação à sua alma. Demonstre a confiança de que, não importa o que aconteça, "invocá-lo-ei enquanto eu viver" (v. 2).
Terceiro passo: desenvolva uma intimidade com o Senhor, em todos os momentos de sua vida, não só nos difíceis. "Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo? Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor. Cumprirei os meus votos ao Senhor, na presença de todo o seu povo" (v. 12-14). Aqui, o salmista ressalta a importância da gratidão no coração, pelas ações do Senhor, e também da vida em comunidade com o povo de Deus. Abra seu coração para um estilo de vida envolvido com o povo de Deus, e com tudo que se refere a ele. Não é apenas buscar a bênção de Deus, mas estar continuamente envolvido com o Deus da bênção. Isso é tão importante, que o salmista repete a mesma ideia: "Cumprirei os meus votos ao Senhor, na presença de todo o seu povo, nos átrios da Casa do Senhor" (v. 18-19).
E por último, aquiete sua alma na presença de Deus. Como o salmista, fale com firmeza: "Volta, minha alma, ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo" (v. 7). Nada de alimentar autocomiseração, nem rejeitar o consolo do Senhor, nem se isolar do povo de Deus. Pelo contrário, repreenda sua alma e negue ao seu coração o direito de continuar aflito. Afinal, de Deus vem o seu socorro. Retome sua vida social, volte para o seu trabalho, reassuma suas responsabilidades e tarefas familiares. Coloque sua alma sossegada na presença do Senhor, e parta para a ação. Em breve suas tristezas serão dissipadas.
Texto de: Rev. Saulo Carvalho
Extraído do livro Meditações para Dias de Aflição - Edição Compacta











